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Obra íntima de raíz autobiográfica, su vida, quebrada por la aparición de una tuberculosis que limitó su existencia, se manifiesta como exorcismo libertario y evocación humana en asuntos emotivos claves de su obra poética, abrazando con sus textos asuntos como el amor, la muerte, la vida, la familia, la infancia, la memoria…
Algunos de sus poemas claves son “Vou-me embora pra Pasárgada”, “Poética”, “Profundamente” o “Evocaçao do Recife” y su libro “Libertinaje” (1930), pieza primordial del modernismo brasileño con poemas escritos entre 1924 y 1930, una de sus principales y recomendables referencias bibliográficas.
En uno de sus poemas más conocidos podemos comprobar su búsqueda de libertad en contenido y forma de su obra lírica:
POÉTICA
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
cunho vernáculo de um vocábulo
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de
agradar às mulheres etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare
Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
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